Teve lugar no dia 1 de Maio mais um encontro de crismandos da paróquia de São Miguel da Sé. Cerca de 20 jovens aceitaram o desafio de passar um dia diferente. Tendo como pano de fundo o magnífico espaço do Castelo e da Igreja de Santa Maria do Castelo, o encontro teve como tema os Dons do Espírito Santo. Durante a manhã s jovens foram convidados a preparar alguns dos momentos da Eucaristia de Crisma. Já durante a tarde houve tempo para um peddy-paper que levou os jovens do Castelo até à Sé. Em cada uma das paragens os jovens foram convidados a pensar nos vários dons do Espírito Santo e no sentido que têm na vida de um cristão. O encontro terminou com Eucaristia na Sé de Castelo Branco.
domingo, 2 de maio de 2010
Encontro de Crismandos - São Miguel da Sé
segunda-feira, 26 de abril de 2010
2.º Encontro de preparação para o Crisma - Sé
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Encontro de Preparação para o Crisma - Serra da Gardunha
"Tudo começou com uma proposta, feita a mim e aos meus colegas, que consistia em passar um fim-de-semana na Gardunha com um grupo chamado Shalom. Devido às baixas expectativas só 7 de nós agarraram o desafio. Mas mesmo assim os 7 que foram todos eles pensavam no mesmo: “este fim-de-semana vai ser uma grande seca, vamos rezar de 5 em 5 minutos e vai parecer que estamos fora um mês!”.
Quando chegámos à casa, eu o os meus colegas, começámos a pensar que o fim-de-semana estava a piorar pois a casa estava muito degradada. Assim que nos instalámos fomos lá para fora fazer uma oração, uma dinâmica, cantámos e jogámos ao jogo da confiança. Quando acabámos o nosso pensamento já era de alívio pois as pessoas eram novas e pareciam todos estar a divertir-se. Depois formámos equipas e fizemos dinâmicas que consistiam em apresentarmo-nos como equipa, partilhar ideias e principalmente usar a criatividade para mostrar as nossas opiniões acerca dos temas e das perguntas que nos davam.
À hora do jantar já todos nós tínhamos comentado o quanto divertido estava a ser e a nossa ânsia pelo dia seguinte já se sentia. Mas o dia ainda não tinha acabado, a seguir ao jantar preparado pela equipa de exteriores apareceram mais jovens do Shalom com os quais convivemos a noite toda.
A seguir à oração da noite onde todos falámos das nossas incertezas e do quanto estávamos a adorar os jovens que nos visitaram foi embora e acabaram as actividades por ai.
No dia seguinte, apesar do sono, estávamos ansiosos por saber o que se iria passar. Fomos tomar o pequeno-almoço e encontramo-nos todos na “sala de apresentações”e o pior tinha chegado tivemos de falar sobre o que era o crisma para nós, o que iríamos fazer depois de o fazer e o que a igreja esperaria de nós. O nosso problema era que nunca tínhamos reflectido em relação a isso, eu por exemplo não sabia as respostas a estas perguntas. Mas como reflectimos em grupo acho que chegámos lá, e que agora todos nós sabemos aquilo que queremos e a decisão que vamos tomar a seguir ao crisma.
Falámos também acerca do Movimento Shalom e nessa altura vimos que gostaríamos imenso de aceitar o desafio, ir a uma reunião e talvez entrarmos no movimento. Preparámos a missa e treinámos as músicas e no final até a missa, que para mim sempre foi algo pouco divertido ,se tornou super animada.
Em relação a este fim-de-semana, o que tenho a dizer é que adorei o trabalho de todos: os animadores são pessoas extraordinárias e divertidíssimas que nos ajudaram imenso e os exteriores estão de parabéns porque fizeram um óptimo trabalho.
Com este convívio consegui perceber qual é o caminho que eu quero seguir e aquilo que realmente é o crisma pois o crisma não significa o fim mas sim a continuação.
Foi óptimo assistir ao evoluir de atitude de cada um deles…chegaram todos fechados nas suas conchas com medo de se abrirem e partilharem connosco os seus receios as suas dúvidas, mas ao longo do fim-de-semana tudo isso foi passando…acho que excedemos as expectativas que eles tinham do que iria ser esses dois dias.
Já no sábado a noite no convívio e na oração reparámos que já se sentiam a vontade para participar e partilhar tudo aquilo por que estavam a passar.
No domingo, com o fim-de-semana a terminar…foi-lhes proposto a reflectirem um pouco sobre o significado do crisma na vida de cada um deles…e afinal o que a igreja espera deles…de que maneira podem continuar a se úteis para a sua paroquia, a sua comunidade. Em seguimento disso foi-lhes feita a proposta de aderirem ao movimento.
Todos eles se mostraram motivados para tal…no próximo sábado lá estarão para perceber como funciona o movimento e como podem ser úteis.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Encontro de Motivação com os jovens de Arronches
O grande desafio deste fim-de-semana era mostrar a estes 11 jovens arronchenses o que é pertencer a um grupo de jovens cristãos, de que modo aquilo que fazemos é útil na sociedade e como fazer a diferença. Vários foram os trabalhos realizados neste sentido, ao qual todos responderam com entusiasmo e empenho.
O fantástico sol de Primavera foi sem dúvida um grande aliado para que tudo decorresse lindamente, havendo momentos de reflexão, mas também de muita descontracção e divertimento. Durante estes 2 dias a partilha, a oração, o convívio e a contemplação da belíssima serra de S. Mamede, na qual nos encontrávamos, foram os ingredientes principais, não sendo, por isso, postos de parte.
Não descurando o objectivo deste encontro – conhecer a realidade destes jovens e da sua paróquia – a motivação e reflexão imperaram. Foram trocadas experiências, sorrisos, gestos, demarcando a amizade e inter-ajuda que nos caracterizam.
Assim, podemos dizer que a primeira pedra já foi lançada, rejuvenescer esta paróquia depende apenas da aceitação deste desafio que lhes foi proposto. O Movimento Encontro de Jovens Shalom tenta agora, com a ajuda do Pe. Fernando, pároco de Arronches, motivar estes jovens a continuarem o trabalho e projecto do Cristo que é jovem.
Margarida Barbudo (Grupo Shalom de S. Miguel da Sé - Castelo Branco)






domingo, 11 de abril de 2010
Preparação para o Crisma - Paróquia de Nossa Senhora de Fátima
Pré-Encontro de S. Miguel da Sé

quinta-feira, 8 de abril de 2010
Ensaio de Cânticos
quarta-feira, 31 de março de 2010
Itinerário - Domingo de Páscoa
A Festa da Vida
Leituras do Domingo de Páscoa: Act 10,34.37-43; Col 3,1-4; Jo 20,1-9
Caminhamos pelo deserto ao longo desta quaresma. Descobrimos que a aridez desse lugar inóspito é metáfora do próprio caminhar. Peregrinos, carregamos no mais íntimo de nós, o desafio de se deixar conduzir ao deserto pessoal do encontro consigo mesmo e com Deus e descobrir horizontes novos e oásis verdejantes.
A Palavra de Deus conduziu-nos por lugares que habitualmente o coração não ousa descobrir. Obrigou-nos a subir à montanha e contemplar a amostra daquilo que a Páscoa irá realizar em definitivo. Lançou-nos provocações e convites certeiros para que o coração se torne misericordioso, o olhar seja de compaixão, o encontro com o outro seja regado com música e dança, e o coração de Deus seja sempre lugar de repouso onde podemos descansar depois de tantos desencontros.
Nada comparado à semana maior com seus derradeiros convites ao silêncio, à redescoberta da eucaristia como lava-pés e à contemplação do mistério do sofrimento no escândalo da Cruz.
Tudo isto para que a vida brote em todos os desertos. Para que rios de água viva inundem corações feridos pelo desespero. Para que o medo de acreditar seja transformado em coragem comprometida. Para que a esperança seja mais forte do que desânimo e o sem sentido.
A vida jorra abundante mesmo que cruzes continuem erguidas ao alto. A alegria de um coração liberto vai desenhando caminhos de vitória mesmo onde a pedra do túmulo continue a ser apenas uma pedra rolada. A força do testemunho irá desafiar todas as crises porque a festa da vida instalou-se no coração do mundo.
1. Vamos escutar o Evangelho que a Liturgia nos propõe (Jo 20, 1-9)
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram».
Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira.
Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
2. É dia de Páscoa. A vida jorra abundante apesar das incertezas. A comunidade dos discípulos de Jesus rende-se às evidências. O Senhor está morto. O sepulcro selado e guardado. O desespero e o medo instalou-se. A dispersão acontece. A escuridão da noite parece calar qualquer lembrança daquela subida à montanha da transfiguração.
Mas eis que a vida fez explodir a pedra do sepulcro deixando-a rolada. O Senhor ressuscitou. Ninguém viu. Ninguém estava lá para escrever uma crónica cheia de detalhes. Apenas ficou o relato da experiência de encontros profundos com o coração do ressuscitado. Encontros singulares e decisivos. Transformadores. Afectivos. Que mudaram em definitivo a vida de homens e mulheres dispersos e cheios de medo. Algo de extraordinário e que só a fé consegue compor, reestruturou a partir de dentro a vida destes homens e mulheres, outrora íntimos de Jesus e que agora desbravam caminhos de testemunho.
3. Maria Madalena é uma dessas personagens. Ainda escuro desce ao sepulcro. A morte de Jesus ainda semeia desalento em seu coração. O túmulo ainda é para ela (e para o comunidade que representa) o fim de tudo. O fracasso de um projecto. Mas Jesus já não está lá. A pedra está rolada. Impõe-se uma pergunta-desabafo que brota de um coração angustiado: "Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram". Partilha esse desabafo com Pedro e outro discípulo (aquele que Jesus amava). Também eles correm ao sepulcro. Também não encontram Jesus. Apenas vêem alguns sinais. O outro discípulo"viu e acreditou".
4. Jesus ressuscitou! É saudação de alegria que o coração de cada cristão, não cansará de repetir, ao longo deste tempo pascal. Com esta saudação anunciamos que Jesus está vivo. Em nós e no mundo. Que a vida acontece nos corações e no coração da história. Que o ressuscitado confere sentido a tudo o que somos, ao que realizamos, ao que descobrimos e sentimos, ao que incansavelmente procuramos, ao que nem sempre entendemos. A vida, a nossa e o universo inteiro rejubila porque a luz venceu a escuridão da noite. O refulgir luminoso do fogo pascal incendeia o mais recôndito da alma. O sereno crepitar do círio acendido em noite de luz gloriosa jamais se apagará. Porque Jesus ressuscitou!
5. Jesus ressuscitou! A festa da vida entoa os mais belos hossanas. No deserto o grão de trigo deixou-se morrer. Para germinar abundante. Para transformar a aridez em campo onde o verde faz a vista perder-se. Para que o fruto mereça o tempo da colheita. A festa da vida faz entoar notas outrora desconhecidas. Inimagináveis. No coração do mundo ecoa agora a sinfonia perpétua da ressurreição. E a ressurreição alimenta a fé. E faz germinar a esperança mesmo quando a terra-coração teima em não dar fruto. E ilumina os desafios da vida mesmo quando o grau de dificuldade parece torná-los intransponíveis.
6. Jesus ressuscitou! O Deus da vida chama-nos à vida e à alegria. À festa da vida, colorida, transbordante, apaixonada. Mova-nos a paixão pela vida. Transforme-nos a luz que incendeia todos os corações. Desafie-nos o fogo pascal para caminhos de compromisso em meio às crises da vida e a cenários de morte e indignidade que ensombram o nosso tempo. Acolhamos o desafio de sempre escolher a vida. Mesmo quando a morte espreita o próprio coração. Acolher a vida. Orientar o caminhar por um Amor sempre criativo. E a criatividade levará à desinstalação e ao não-egoísmo. Libertará de todos os medos. O medo de partir e de acreditar. Desinstalará o coração para que o torne solidário e luminoso. Para que o mundo que habitamos seja lugar de vida e não de morte.
7. Jesus ressuscitou! Saudação pascal deste tempo de alegria. Que ela brote como jorro transbordante de um coração carregado de esperança. Que seja expressão de uma fé viva, contagiante, comprometida. A iluminar os próprios passos. E os daqueles que connosco cruzam nos caminhos da vida.
8. Reflecte em silêncio os apelos que a Palavra te faz.
Como vives e alimentas a tua fé em Cristo ressuscitado? Que sinais de alegria e esperança a tua vida testemunha e expressa?
Partilha o teu momento de reflexão com alguém (do teu grupo, família, comunidade).
O milagre do grão de trigo
O milagre do grão de trigo irrompeu
O deserto encheu-se de flores e amanheceres
Um novo sol levanta-se vitorioso
Do túmulo onde a morte parecia vencer
O frágil grão lançado à terra.
O milagre do grão de trigo irrompeu
E a noite já não cobre todos os horizontes
O desalento já não fere corações
Porque o silêncio que habitava o silêncio
Gritou hossanas ao terceiro dia.
E fez germinar todas as sementes
Que se deixaram morrer
E desfez os medos do acreditar
No mistério da vida que morre e ressuscita.
E a festa da vida mudou-se do túmulo
Para dentro de ti.
Páscoa
A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, Se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.
O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem nunca ser geradores de vida nova; e o discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta – a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira.
A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo Baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última fronteira da nossa finitude.
